Em almoço com campeões da Libertadores, Cruzeiro inicia reaproximação com Dida

quinta-feira, 16 de março de 2017



CRUZEIRO

Em almoço com campeões da Libertadores, Cruzeiro inicia reaproximação com Dida

Diretor entregou cartão de sócio ao ex-goleiro, prática comum no clube

 postado em 15/03/2017 18:15 / atualizado em 15/03/2017 19:27




Dida gravou o próprio nome na história do Cruzeiro com defesas espetaculares, atuações impecáveis e, claro, títulos importantes. Desde que deixou Minas Gerais em 1998, entretanto, o ex-goleiro teve pouco contato com o ex-clube. Para mudar o cenário, a diretoria celeste tenta reaproximação com o ídolo.
Nesta quarta-feira, Marcone Barbosa, diretor de marketing e relações públicas do Cruzeiro, se reuniu com o ex-goleiro para um almoço. À mesa, também estavam Nonato Ricardinho, companheiros de Dida na conquista da Copa Libertadores da América de 1997.

“Desde que o Dida parou de jogar [em 2015], não tínhamos tido contato com ele ainda. Hoje, aproveitamos a oportunidade e demos a ele o cartão de sócio de futebol, que vários jogadores e ex-jogadores têm. É a ideia de se aproximar de um ex-jogador que fez história no Cruzeiro”, conta Marcone Barbosa.

O diretor do clube aproveitou para registar o momento no Instagram. Nas fotos (veja acima)Nonato Dida aparecem com camisas do clube em mãos. O presente é o uniforme que homenageia o título da Taça Brasil de 1966, lançado na última 
Apesar da reunião com os campeões de 1997, Marcone Barbosa garantiu que, em um primeiro momento, não há nenhuma homenagem programada. As festividades devem ocorrer quando se aproximar o dia do aniversário de 20 anos do título - ainda em 2017.

O segundo jogo da final da Libertadores contra o Sporting Cristal ocorreu em 13 de agosto de 1997. Na ocasião, Dida foi um dos destaques e garantiu o bicampeonato celeste. Além do principal torneio continental, o ex-goleiro conquistou a Copa Ouro (1995), a Copa Master Sul-Americana (1995), a Copa do Brasil (1996) e quatro Campeonatos Mineiros (1994, 1996, 1997 e 1998) com o clube mineiro.

Em 1998, o goleiro se transferiu para o Milan - que o emprestou ao Lugano, da Suíça.

O retorno

Mais de 15 anos depois de deixar o CruzeiroDida viveu momento marcante no Mineirão. O ex-goleiro foi ovacionado pela torcida antes da vitória por 3 a 0 sobre o Grêmio, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2013.

Em seguida, Dida defendeu o Internacional - clube pelo qual encerrou a carreira em 2015.

Araújo relembra conversas com Perrella, exalta Ronaldinho e explica fracasso político

quarta-feira, 15 de março de 2017



Araújo relembra conversas com Perrella, exalta Ronaldinho e explica fracasso político

Atacante acertou contrato com o Las Vegas United e vai jogar nos EUA

Ele foi o maior artilheiro do mundo em 2005, vestiu a camisa dos dois maiores clubes de Minas Gerais e, entre outros feitos, marcou gol na reinauguração do Mineirão. Recentemente, deu uma pausa no futebol e tentou carreira política, mas não se elegeu vereador de Caruaru-PE, sua cidade natal. Diante do insucesso, resolveu voltar ao mundo da bola. Depois de passar por Japão, Catar e Bulgária, agora, aos 39 anos, um novo desafio: jogar no futebol norte-americano.
O atacante Araújo será o novo reforço do Las Vegas United, da Liga UPSL 2017. “Estou bastante motivado. Chego para somar e ajudar muito o clube com a minha experiência no futebol”, disse o jogador, que tem longa história no mundo da bola.

Apesar de pernambucano, Araújo surgiu no Goiás em 1997. É considerado um dos grandes ídolos e o maior artilheiro da história do clube, com 145 gols. Depois de brilhar no time goiano, fez história no Japão.

No primeiro ano, em 2004, vestiu a camisa do Shimizu S-Pulse, com grandes atuações. Acabou contratado pelo Gamba Osaka no ano seguinte. Em Osaka, foi campeão japonês. Grande destaque do time, marcou 33 gols em 33 jogos na J-League. Tal marca lhe rendeu, pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), o prêmio de "Maior artilheiro do mundo em 2005".

Diante de tanto sucesso, recebeu várias sondagens. Um dos números que insistiam em tocar no celular do artilheiro era do então presidente do Cruzeiro Zezé Perrella, admirador do futebol do atacante. O Cruzeiro pagou cerca de US$ 800 mil à época para ficar com o matador.

“Eu conversava muito com o Perrella. Ele falava que sonhava em me levar para o Cruzeiro, e eu vivia o meu melhor momento, fui campeão, maior artilheiro, recebi prêmio internacional. Acabou que o negócio deu certo porque o Perrella mostrava muita vontade de negociar, de me levar para o Cruzeiro, a proposta também era boa e estava confiante”, conta Araújo.
Mas uma lesão no joelho impediu Araújo de dar sequência à grande fase. Logo em 8 de fevereiro de 2006, na partida contra o Villa Nova, pelo Campeonato Mineiro, o atacante sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito que o afastou dos gramados por dez meses.

No ano seguinte, Araújo foi artilheiro do Campeonato Mineiro com 11 gols. Jogou pouco no Brasileiro, competição na qual marcou cinco vezes. O Cruzeiro tinha Guilherme e Roni no ataque, viabilizando a negociação de Araújo com o Al-Gharafa do Catar.

“Uma pena a lesão. Estava no meu melhor momento, estava bem, com esperança de voltar bem ao Brasil, sonhando com Seleção, mas acabou que pouco joguei no Cruzeiro. Depois voltei, tive uma boa sequência, fui artilheiro do Mineiro, mas sai quando o time começou a se ajeitar”, afirma Araújo, que passou por Al-Gharafa, Fluminense e Náutico antes de acertar com o Atlético, em 2013.
ogo na estreia com a camisa alvinegra, marcou um gol na reinauguração do Mineirão. O Galo acabou perdendo o clássico para o Cruzeiro por 2 a 1, mas Araújo entrou para a história do estádio. “Foi um gol importante. O estádio estava sendo reinaugurado, estádio lotado, com as duas torcidas, jogo importante. Inesquecível pra mim”.

Araújo, contudo, foi pouco utilizado na sequência da temporada. Fez parte do elenco campeão da Copa Libertadores. Mas, sem espaço, acabou emprestado ao Goiás. “Foi  uma passagem curta, mas foi uma honra jogar com o Ronaldinho Gaúcho, um craque que sou fã. Outros grandes jogadores também estavam no elenco, como Jô, Bernard, Tardelli, Victor. Era um elenco fantástico”, relembra.

Vida política


Nas últimas eleições municipais, em 2016, o atacante deixou a bola de lado e tentou a sorte nas urnas. Araújo se candidatou a vereador em Caruaru, uma das maiores cidades do Agreste Pernambucano, com cerca de 300 mil habitantes.

O atacante se filiou à Rede Sustentabilidade. Mas, segundo ele, percorreu pouco a cidade por causa de uma briga judicial partidária. A Rede teve as candidaturas dos vereadores indeferidas pela Justiça. Araújo recebeu apenas 549 votos. O vereador mais votado da cidade, Edmilson do Salgado, recebeu 4.809.

“Fiz pouca campanha porque tivemos problemas judiciais no partido. Mesmo se tivesse voto, não me elegeria. Foi uma experiência interessante, gostei do tempo que fiquei no meio político, mas meu foco agora é voltar a jogar”, disse.



Matéria sobre o jogador Tiago Pereira




Campeão no Cruzeiro pela Tríplice Coroa em 2003 e artilheiro no Iraty (PR), com 32 gols em dois anos e meio no clube, o atacante Thiago Pereira, foi apresentado na tarde desta segunda-feira, no Centro de Treinamento (CT) Barbosa Filho, zona Leste de Manaus.
O jogador disputou o Campeonato Goiano da primeira divisão deste ano, pela equipe do Rio Verde. Tiago confessou ao Portal Pauloreporter, que dispensou as propostas do Ipatinga (MG) e Crac (GO) para jogar o Brasileiro da Série C. Segundo ele, as informações dos amigos Eliézio (jogou com ele na Suécia em 2009), Marcinho (pelo Ipatinga na Série B ano passado) e Evandro (no Araxá-MG neste ano), foram fundamentais para sua decisão.
– Estava acompanhando a campanha da equipe no Rio de Janeiro e com informações de alguns amigos que estão no clube. O resultado contra o Coritiba, os dois jogos na Série D, mostra que é um time que está despontando para Série C e que vem bem na Copa do Brasil, por isso, que eu vim pra cá – afirmou, dizendo que o Nacional tem boas chances de buscar uma vaga na próxima divisão.
– O time vem de dois jogos e duas vitórias, onde a responsabilidade aumentou muito e agora é aproveitar para subir, porque tem um elenco bom e não pode deixar escapar de uma vaguinha na Série D – contou, lembrando que seus amigos que atuam no Naça, disseram que o clube tem uma boa estrutura, paga bem e afirmou que agora é treinar para lutar por uma vaga de titular.
– Pensamento é de treinar e esperar a oportunidade, porque o grupo está fazendo um bom papel, tanto é que o time é líder da Série D e está bem na Copa do Brasil. Quando o professor (treinador) precisar de um atacante de área eu vou ajudar, porque ele confiou muito na minha contratação e não decepcioná-lo.
Especialista no cabeceio e jogador de área, o atacante lembrou de sua melhor fase quando passou em uma equipe do futebol brasileiro.
– Em 2012 e 2013 fui artilheiro do Campeonato Paranaense, pelo Iraty, com 10 e 11 gols, respectivamente, mas a melhor sequência foi sem dúvida no Araxá, em que entrei na história do clube com 36 jogos e marquei 32 gols. Tomara que eu faça isso também por aqui no Nacional – citou, dizendo que sua marca de goleador pode ajudá-lo a chegar na equipe de cima.
– Tudo depende do trabalho e de mostrar nos treinamentos minha capacidade. O treinador já conhece meu trabalho de Minas e sabe de minha característica. Como falei, vou trabalhar e esperar a oportunidade e quando chegar aproveitar, porque o time está num momento bom e quero somar com o grupo – finalizou, lembrando que sua última partida foi há um mês e dez dias pelo Rio Verde no Campeonato Goiano.
– Até sexta-feira devo estar pronto e é só pegar no pesado pra ficar em forma. Comecei hoje pela manhã (segunda). Quero jogar o mais rápido possível e entrar em forma em breve – frisou, e disse que já atuou na Série D pelo Iraty (PR), mas a principal meta é para ajudar o Naça na busca pela terceira divisão.
 – É um ano especial dos 100 anos do clube que motiva muito aos jogadores. No que for possível, vou contribuir nesse sonho ao acesso a Série C que será importante, porque eu e todos os jogadores ficarão na história do clube.
Currículo
Thiago Pereira, de 32 anos, 1m84cm, natural do Rio de Janeiro, estava no Rio Verde (GO), já passou pelo futebol da Coréia, Portugal e Suécia. Iniciou nas categorias básicas do São Paulo, jogou dez anos no Paraná Clube, atuou ainda pelo Iraty (PR), Cruzeiro, Caldense (MG), Americano (RJ), Feirense (BA), Joinville (SC), Juventus (SC), Democrata (MG), Concórdia (SC), Ypiranga (RS) e Araxá (MG).

Matéria extraída do site http://pauloreporter.com.br/campeao-pelo-cruzeiro-na-triplice-coroa-em-2003-tiago-diz-que-chega-para-ser-titular-no-ataque-do-nacional-am/ 15/03/2017 ás 10:19

Bryan destaca clima 'muito bom e de alegria' no Cruzeiro e promete: 'Apenas começando'

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017



O início de ano do Cruzeiro não poderia ser melhor. Com três vitórias em três jogos disputados e o melhor início de temporada desde 2009, a equipe celeste vive atmosfera bem diferente daquela dos dois anos anteriores, quando a briga foi para fugir do rebaixamento em meio às incertezas sobre treinador e qualidade do elenco. Utilizado por Mano Menezes no triunfo sobre o Tricordiano, no último domingo, o lateral-esquerdo Bryan comemorou o ambiente na Toca II e mostrou expectativa por títulos em 2017.

“Desde o ano passado, nos últimos jogos, sabíamos que com a permanência do Mano seria diferente. O clube reforçou o grupo e a diretoria. Temos elenco bom, todo muito está alegre. São três jogos e três vitórias e está apenas começando”, disse o lateral, que respondeu respondeu sobre o companheiro mais brincahão do elenco celeste. “É o Sobis, disparado. Chato, amigo, brincalhão (risos). Clima está muito bom”, complementou.

Bryan enfrentará concorrência pesada em 2017, embora o técnico Mano Menezes já tenha indicado que ele será o reserva imediato de Diogo Barbosa, reforço contratado ao Botafogo e titular no início de temporada. Na negociação que confirmou Robinho em definitivo, o Cruzeiro ainda trouxe de volta à Toca da Raposa o lateral-esquerdo Fabrício, que também pode atuar no meio. Edimar completa a lista de concorrentes do setor.

“Tem quatro na posição. Planejamento e empréstimo estou por fora. Estou focado no Cruzeiro. Quero jogar todos os jogos se possível, depende do Mano. Só pode jogar 11, mas ele conta com todos. Questão de empréstimo ninguém pensa nisso. Cada um quer dar seu melhor e mostrando seu melhor ganha espaço”, ressaltou o jogador, que chegou à Toca em maio depois de passagem pelo América. Pelo Cruzeiro foram 16 jogos e duas assistências.

Depois das três vitórias consecutivas em três jogos disputados na temporada, contra Villa Nova, Atlético e Tricordiano, o Cruzeiro se prepara para um jogo especial. Na quinta-feira, às 21h45, a Raposa receberá a Chapecoense no primeiro duelo do adversário desde o trágico acidente aéreo na Colômbia, que vitimou 71 pessoas, entre jogadores, comissão técnica, convidados e jornalistas. A partida é válida pela Primeira Liga.

domingo, 5 de fevereiro de 2017



Em jogo para testes, Ramón Ábila brilha e time reserva do Cruzeiro derrota Tricordiano

Argentino marca dois, um deles irregular, e garante vitória para a Raposa


O Cruzeiro que bateu o Tricordiano por 2 a 1, na tarde deste domingo, no Mineirão, nem de longe foi aquele que criou expectativa no torcedor nas vitórias sobre Villa Nova e Atlético, pelo Estadual e Primeira Liga, respectivamente. Apesar disso, Mano Menezes promoveu as estreias de Kunty Caicedo e Raniel, utilizou a partida para observar algumas peças que pretende aproveitar durante a temporada e conseguiu alcançar a terceira vitória na temporada. Com o triunfo, a Raposa se manteve com 100% de aproveitamento em 2017.

Depois da partida pelo Campeonato Mineiro, o Cruzeiro volta suas atenções para a disputa da Primeira Liga, torneio em que estreou com vitória diante do arquirrival Atlético. Na próxima quinta-feira, dia 9, o time de Mano Menezes recebe a Chapecoense, no Mineirão. Depois de sofrer modificação de data, o jogo está marcado para 21h45. No fim de semana seguinte, o compromisso será mais uma vez pelo Estadual. A Raposa viaja para Juiz de Fora, onde encara o Tupi, dia 11 (sábado), às 17h, no Mário Helênio.
O jogo

Bem diferente dos dois primeiros jogos da temporada, o time reserva do Cruzeiro começou muito mal a partida diante do Tricordiano. Desorganizado e com linhas espaçadas, sem conseguir repetir a qualidade de passe do time titular, só chegou ao gol de Marcão aos 18’, quando Ábila recebeu excelente lançamento de Mayke. O argentino perdeu grande chance. No lance seguinte, porém, se redimiu. Após cruzamento de Rafinha da linha de fundo, o atacante ganhou do zagueiro adversário e abriu o marcador no Mineirão: 1 a 0.

Apesar de sofrer o gol e sair atrás do marcador, o Tricordiano não mudou a estratégia e seguiu muito recuado, sem correr grandes riscos no setor de ataque e abrindo mão da posse de bola – apenas 40% na etapa inicial. Encontrando muita dificuldade para penetrar na defesa adversária, sem dinâmica e em jogo burocrático, o Cruzeiro abusou dos lançamentos longos, principalmente com o estreante Kunty Caicedo, responsável por pelo menos duas tentativas frustradas.

A conversa com Mano Menezes e os 15 minutos de intervalo fizeram bem ao Cruzeiro, que voltou para a segunda etapa mais bem postado em campo. Se aproveitando de um Tricordiano que buscava o gol adversário pela primeira vez, o time celeste criou boas oportunidades aos 4’, em falta cobrada pelo jovem Raniel, e aos 6’, quando o mesmo meio-campista finalizou de primeira, após passe de Rafinha, para defesa de Marcão.

Se por um lado o ataque do Cruzeiro ganhava mais espaço para criar, por outro a defesa precisou começar a trabalhar. Aos 26’, após falha de Leo, Vieira encontrou Gilberto Carreira entrando na área livre de marcação e deu bonita assistência para o companheiro igualar o placar no Mineirão: 1 a 1. Sobrou para o argentino Ramón Ábila resolver para o Cruzeiro e evitar o empate. Aos 41’, o atacante aproveitou finalização de Bryan, dominou e, em posição de impedimento, tocou por cima de Marcão, marcando seu segundo gol na partida e decidindo a terceira vitória celeste em 2017: 2 a 1.        

CRUZEIRO 2 X 1 TRICORDIANO

Cruzeiro
Rafael; Mayke, Leo, Kunty Caicedo e Bryan; Hudson (Alisson) e Lucas Romero; Rafinha, Raniel (Robinho) e Elber (Arrascaeta); Ramón Ábila. Técnico: Mano Menezes

Tricordiano
Marcão; Marcelo, Wescley, Augusto e Renan; Rodrigo Paulista, Leo Cordeiro, Leo Bartholo e Dinelson (Gilberto Carrara); Luiz Felipe e Rodriguinho (Vieira). Técnico: Edinho.

Gols: Ramón Ábila (19’1ºT e 41’2ºT), Gilberto Carrara (27’2ºT)
Cartões amarelos: Luiz Felipe (Tricordiano); Robinho (Cruzeiro)

Público pagante: 4.612
Público presente: 7.145
Renda: R$108.204,00

Motivo: segunda rodada do Campeonato Mineiro
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data e hora: 5 de fevereiro de 2017 (domingo), às 17h
Árbitro: Antônio Márcio Teixeira da Silva (CBF)
Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (CBF) e Helen Aparecida Gonçalves (Asp. Fifa)

Bruno Rodrigo se declara ao Cruzeiro, relembra Santos e fala sobre Atlético

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017




Bruno Rodrigo encerrou, em dezembro passado, uma passagem de quatro anos pelo Cruzeiro. Na despedida do clube, a emoção tomou conta. O choro na beira do gramado do Mineirão ficou marcado. Em tom de saudosismo, o defensor concedeu entrevista exclusiva ao UOL Esporte e assegurou que o Campeonato Brasileiro 2014 foi o título mais importante do currículo, que conta inclusive com uma edição de Libertadores pelo Santos, em 2011.
"Eu acho que, para mim, o Campeonato Brasileiro (foi o mais gostoso de ganhar). A Libertadores é mais importante, mas principalmente o bicampeonato brasileiro. Vencer um ano e, depois, ganhar esse título em outro ano. Todos querem bater o campeão, o líder", afirmou à reportagem.
Em pouco mais de 30 minutos de entrevista, o zagueiro que está sem clube falou sobre o desejo de encontrar um time competitivo para a atual temporada e não descartou uma mudança para o Atlético-MG, clube que iniciou conversas com seus empresários em dezembro passado. Confira o bate-papo na íntegra:
Existe a possibilidade de trocar o Cruzeiro pelo Atlético-MG? Foi procurado pelo Botafogo?
Não sei se chegou algo do Atlético, li também só pela internet. Às vezes, um amigo ou outro enviava uma matéria. Mas é um assunto que nunca pensei porque jogava no Cruzeiro. Enquanto não definir nada, vou estudando e pescando aqui. Também não ouvi falar nada (do Botafogo) e o Bruno também não me passou. Na nossa profissão, a gente respeita todos os times. Se houver interesse, a gente fica feliz. Se tiver uma negociação, vamos avaliar para ver os clubes e fazer nosso papel. Todos os times têm a sua história. Todos merecem respeito e dedicação dos jogadores que estão lá.
O que procura para 2017?
Existe alguma coisa, a gente está estudando junto com o Bruno (Paiva), meu empresário. Vamos estudar onde vamos morar, é importante ver com a minha família. A gente está avaliando para tomar a melhor decisão e que tenha um ano bom, com muita saúde. Espero ajudar o clube que eu defender com bons jogos e títulos.
Você se emocionou na sua despedida. O que sentiu?
A emoção foi boa. Querendo ou não, quatro anos em um clube da grandeza do Cruzeiro. A gente fica emocionado por poder fazer parte da história com títulos. Conquistamos um Campeonato Mineiro, dois Brasileiros. Poderíamos ganhar mais, mas detalhes atrapalham. Feliz também por estar na história do Cruzeiro como terceiro maior zagueiro-artilheiro da história do Cruzeiro, juntamente do Darci (Menezes). Fico feliz por alcançar esta marca e pelos amigos que alcancei aqui também, como Willian, Rafael e Dedé. Eu tinha o carinho de todos também, respeitava todos. Havia uma amizade verdadeira com muitos atletas. A gente fica triste, mas a amizade segue. A gente segue se falando sempre que possível. Fica minha torcida por eles.
Houve algo marcante na passagem por Belo Horizonte?
Eu sou bem discreto nas coisas que faço. Não gosto de ficar aparecendo muito, mas a torcida sempre me apoiou e me deu forças para que pudesse continuar lutando. Não tem nada marcante. Sempre procurei me dedicar ao máximo para que pudesse fazer aparecer o nome do Cruzeiro.
Você deixou o Santos que acabara de ser campeão da Libertadores para mudar para o Cruzeiro. Por que optou por essa troca?
A gente sempre pensa no melhor possível. Quando eu saí do Santos, estava bem tranquilo. Eu deixei o Santos jogando. Quando apareceu o Cruzeiro, meu empresário conversou comigo e a gente achou bem bacana. Era uma incerteza, mas a gente se conhece, sempre convive com os jogos. Então, a gente sabia que havia muita gente com muito potencial. Acreditava muito que poderia se dar bem, não tão rápido quanto foi, mas tinha potencial para brigar por títulos. Já no primeiro ano a gente foi campeão brasileiro. Acho que vi muito potencial quando cheguei ao Cruzeiro, por todas as peças que chegaram. Dava para ver o que o clube almejava.
Qual time era melhor: Santos de 2011 ou o Cruzeiro 2013/2014?
Eram dois times sensacionais. O Santos era uma excelente equipe. Quando estava lá, conquistamos muitos títulos. Vencemos Paulista, Copa do Brasil, Libertadores, vice do Mundial e Recopa Sul-Americana. Eram dois times muito bons. O Cruzeiro não devia em nada, foi bicampeão brasileiro, vice da Copa do Brasil. Era um dos melhores. Não dá para comparar.
O que houve naquela derrota para o Barcelona na final do Mundial?
Era questão de posicionamento, a pressão que os caras faziam no campo de ataque. Quando a gente pegava a bola, parecia que tinha três jogadores do Barcelona marcando. Infelizmente, saímos derrotados, não deu para levar o título, mas foi uma experiência formidável. Mostrou que a gente precisava melhorar para chegar a um nível próximo do Barcelona. Eu penso comigo direto que poderia ter uma outra oportunidade de disputar o Mundial. É muito difícil chegar até lá, mas vamos tentar.
Você foi apelidado de Cabeça de Míssil no Cruzeiro. Gostava?
Sinceramente, não ligava. É brincadeira do Dedé. Ele coloca apelido em todo mundo. Não pode ver uma coisa que ele coloca o apelido. É um amigo que tenho no Cruzeiro. É um cara que é muito diferente. Ele tem todo o meu respeito. A gente sempre procurava estar junto, na Toca (da Raposa). Nesse período que ele ficou no departamento médico, procurei ficar com ele, porque passei por isso também, quando estava no Santos. O cara, às vezes, pode se sentir isolado e eu procurava estar lá ajudando. É um amigo que vou levar para o resto da minha vida e vou procurar vê-lo sempre. É um grande amigo meu, a gente pescava muito junto. Ensinei a ele um pouquinho da pescaria. Não só ele, mas Manoel, Rafael e o próprio Willian, que concentrava comigo no Cruzeiro.
O que você faz no tempo livre?
Eu gosto de pescar bastante e ficar com a família, com os filhos brincando. A presença do pai, principalmente da gente que tem pouco tempo livre, passa o final de semana sempre concentrado e viajando. Procuro passar bastante com eles para que não sintam tanta falta. O meu passatempo é ficar com eles. Quando eu consigo um alvará, vou pescar (risos).

Após quatro anos e o bi brasileiro, Bruno Rodrigo deixa o Cruzeiro e é homenageado no Mineirão

domingo, 11 de dezembro de 2016


É oficial: Bruno Rodrigo não renovará contrato com o Cruzeiro. Após quatro temporadas com a camisa celeste, o zagueiro se despede do clube na partida deste domingo contra o Corinthians. No Mineirão, ele foi homenageado com um vídeo transmitido pelos telões do estádio.

“Nos nossos últimos quatro anos, Bruno Rodrigo esteve ao lado do Maior de Minas. Conquistou dois títulos Brasileiros e um Campeonato Mineiro. Hoje, o Cruzeiro se despede de um grande profissional. Queremos agradecer a você, Bruno, toda dedicação ao nosso clube. Muito obrigado, Guerreiro”, dizia a mensagem vista por torcedores momentos antes do início do jogo válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

Durante a passagem pelo Cruzeiro, Bruno Rodrigo disputou 166 jogos e marcou 17 gols. A marca o fez o terceiro zagueiro que mais vezes balançou as redes na história do clube ao lado de Darci Menezes. Apenas Geraldão e Cris, com 30 e 25 gols, respectivamente, marcaram mais vezes.

Além das conquistas individuais, o defensor conquistou os títulos de 2013 e 2014 do Campeonato Brasileiro e o Mineiro de 2014.

Contra o Corinthians, Bruno Rodrigo começa no banco de reservas. A dupla titular de zaga é formada por Leo e Manoel.

Para o lugar do experiente defensor, o Cruzeiro anunciará a contratação de Luis Caicedo, do Independiente Del Valle, do Equador.