'Bauza, Wanchope é argentino!': imprensa local destaca bom momento de Ábila no Cruzeiro

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Os números são excelentes: oito jogos, sendo sete deles como titular, e cinco gols assinalados. Depois do tento da vitória nesse domingo, no triunfo por 2 a 1 contra o Figueirense, Ramón Ábila completou o quarto jogo consecutivo em que marcou. Além de uma das marcas da recuperação do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro, o argentino se tornou referências para o torcedor celeste, tem mostrado experiência para lidar com o momento turbulento fora das quatro linhas e chamado atenção da mídia internacional para a Toca da Raposa II.

“Nosso time necessitava fazer pontos, subir na tabela e estamos conseguindo o que nos foi proposto, o que o Mano propõe na semana de treinamentos. Estamos muito contentes com esse resultado”, disse o argentino após a vitória no Orlando Scarpelli. “Eu acho que precisamos estar preparados para ter uma, duas situações de gol por partida. Estou preparado mentalmente quando isso acontece para fazer o gol. É difícil o jogo que você tenha, quatro, cinco situações. Você precisar estar preparado para essas poucas chances”, complementou. 

Nesta segunda-feira, a imprensa argentina destacou o poder de Ábila para marcar os gols pelo Cruzeiro. O popular “Olé” lembrou: “Wanchope é argentino!”. O “Diário Registrado” faz a mesma lembrança, mas endereçada ao novo técnico da seleção nacional, Edgardo Bauza. Já o portal “Minuto Uno” destaca o ótimo índice do atacante: “Não para de fazer gols”, diz o título da reportagem.










Meia reaparece, Ariel volta a treinar, e Cruzeiro inicia preparação para partida com o Santa Cruz

Sem tempo a perder, o Cruzeiro já voltou às atividades visando ao próximo compromisso no Campeonato Brasileiro, no domingo, dia 27, às 11h, contra o Santa Cruz, no Mineirão. Os jogadores celestes desembarcaram na manhã desta segunda-feira no Aeroporto Internacional de Confins e seguiram para a Toca da Raposa II, onde participaram de diferentes atividades. Os titulares fizeram trabalho na academia, enquanto os reservas realizaram treinamento técnico em um dos campos do CT. A principal novidade foi o retorno de Ariel Cabral, preservado na vitória por 2 a 1 contra o Figueirense, no Orlando Scarpelli.

O volante argentino retornou aos trabalhos físicos na última quarta-feira. Ele se machucou no empate por 1 a 1 com o Corinthians, dia 8 de agosto, no Pacaembu, em São Paulo. Havia a possibilidade de ele ser utilizado na vitória em Santa Catarina, mas como não houveevolução clínica, o departamento médico entendeu por bem dar mais alguns dias de descanso a Cabral.

Outra novidade foi a presença do meia Alex em um dos campos da Toca II. O jovem, de 20 anos, um dos destaques das categorias de base do Cruzeiro, não atua desde 6 de julho, quando o clube celeste bateu o Vitória por 2 a 1, no Barradão, em Salvador, pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Alex, porém, segue sob cuidados da fisioterapeutas. Nesta segunda-feira, ele iniciou a sétima semana de recuperação. O prazo inicial dado pelo departamento médico do Cruzeiro foi para cicatrização da lesão no músculo adutor da coxa direita em oito semanas.

O goleiro Rafael, recuperado de fratura no quarto dedo da mão direita, e o volante Denílson, que ainda não estreou pelo Cruzeiro, participaram normalmente da atividade técnica. Alisson e Elber seguiram readquirindo forma física sob orientação dos profissionais do clube. 

O elenco cruzeirense ganhará descanso nesta terça-feira e voltará aos trabalhos na Toca da Raposa II na tarde desta quarta, às 15h30. Mano Menezes ainda comandará mais três atividades até o dia da partida contra o Santa Cruz. Os cruzeirenses prometem lotar o Mineirão na partida que marcará o retorno do clube ao Gigante da Pampulha. Cerca de 20 mil torcedores já adquiriram bilhetes para o confronto.

Vitória do Corinthians mantém Cruzeiro fora da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro

Na caminhada para sair da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro contou com a ajuda do Corinthians para terminar a 21ª rodada fora do Z4. Após vencer o Figueriense por 2 a 1, em Santa Catarina, a Raposa agora está na 16ª posição na tabela da Série A. A equipe mineira tem os mesmos 23 pontos do Vitória, que perdeu de virada para o alvinegro paulista, porém com um triunfo a mais que os baianos. O clube celeste sai do grupo dos último quatro colocados depois de seis rodadas.

Jogando em casa, nesta segunda-feira, a equipe paulista saiu perdendo, mas conseguiu virar o placar para 2 a 1 em cima do Vitória. O Rubro-Negro abriu o placar com um gol contra do zagueiro Yago. Os donos da casa empataram com um belo gol de Marlone e viraram com Marquinhos Gabriel.

Em situação incômoda desde o começo da competição, o Cruzeiro tem boas chances de se manter fora da zona de rebaixamento nas rodadas seguintes. A Raposa tem três compromissos em sequência em Belo Horizonte, contra adversários próximos na tabela. No domingo, às 11h, a equipe celeste recebe o Santa Cruz, no Mineirão. Na quinta-feira (08/09), pega o América, no Independência, e no domingo seguinte (11/09) volta ao Gigante da Pampulha para enfrentar o Botafogo, às 16h.

O Vitória, por sua vez, tem dois mineiros pela frente. Contra o América, rival próximo na classificação, o Rubro-Negro joga na próxima rodada, às 18h30, na Fonte Nova. Na sequência, a equipe baiana vem à capital mineira enfrentar o Atlético, em confronto marcado para às 19h30 da quarta-feira (07/09), no Independência. No sábado seguinte (10/09), volta a Salvador para receber o Flamengo, às 18h30, no Barr

Denílson tem 3 meses para ganhar vaga em setor disputado e convencer Cruzeiro de investimento


Apresentado há exatos 30 dias na Toca da Raposa II, Denílson não terá tarefa fácil nas próximas semanas. Se até aqui ele trabalhou no CT, readquirindo forma física, a partir de agora o volante correrá contra o tempo para ganhar posição no disputado meio-campo do Cruzeiro, já que tem pouco mais de três meses para convencer a diretoria celeste a investir 2,5 milhões de dólares (cerca de R$8 milhões) na aquisição de seus direitos econômicos. Em dezembro, acaba o contrato de empréstimo com o Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos. 

Atualmente, Mano Menezes tem pelo menos seis jogadores para a função mais defensiva do meio-campo. Além da dupla titular, que provavelmente seguirá sendo formada por Romero e Henrique, o treinador conta com Bruno Ramires, Federico Gino, Ariel Cabral e Marciel como opções. Depois de participar do treino técnico nessa segunda-feira, na Toca II, Denílson poderá ter a primeira oportunidade no próximo domingo, contra o Santa Cruz, no Mineirão. Para esse jogo, Henrique está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Recuperados, Ariel e Marciel também estão à disposição. 

Apesar do pouco tempo, o Cruzeiro confia que Denílson poderá render muito no clube, até por isso desembolsou R$250 mil para garantir o empréstimo do jogador até o fim do ano. Se contratado pelas cifras que estão fixadas em contrato – que não foram divulgadas pelo clube, mas apuradas pelo Superesportes –, o volante entrará para o hall de negociações mais caras da história da Toca da Raposa. Apenas Dedé, Ramón Ábila, Arrascaeta, Willian, Sorín, Manoel e Rafael Sobis estariam na frente do volante no 'ranking'. 
Trajetória

Denílson surgiu no São Paulo e logo encantou treinadores e olheiros. Ele foi capitão das Seleções de base desde o Sub-15. Coroou sua passagem entre os garotos com o título Sul-Americano Sub-17, na Venezuela. O Brasilvenceu o quadrangular final, com Uruguai, Equador e Colômbia. Depois de poucas atuações no profissional do São Paulo – participou do elenco campeão mundial em 2005 –, foi vendido ao Arsenal por 3,5 milhões de libras. Chegou ainda muito jovem, perfil preferido das contratações do time de Arsene Wenger: atletas com potencial de crescimento, com retorno técnico e financeiro.

Denílson ficou no Arsenal por cinco temporadas. Chegou a ser titular e ganhou muitos minutos em campo, sobretudo nas temporadas 2008/2009 e 2009/2010. Taticamente, formou a primeira linha de marcação com Song, protegendo os meias Fabregas, Nasri e Arshavin.

Quando voltou ao Brasil, logo assumiu a titularidade do São Paulo campeão da Copa Sul-Americana de 2012. O técnico Ney Franco, na ocasião, fez muitos elogios a Denílson: “É jogador raro no Brasil, com capacidade para desarmar e sair com qualidade”, afirmou, em 2013. Depois do São Paulo, foi vendido ao Al Wahda. Na última temporada (2015/2016), Denílson atuou em 29 partidas pelo clube árabe e marcou dois gols
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Figueirense demite o técnico Argel Fucks após derrota para o Cruzeiro no Orlando Scarpelli

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O Figueirense demitiu na noite deste domingo o técnico Argel Fucks. Depois da derrota para o Cruzeiro por 2 a 1 em casa, pela 21ª rodada do Brasileirão, o clube catarinense informou pelo Twitter que o treinador deixou o comando do time.

Argel encerra sua terceira passagem pelo Figueirense somente após oito jogos disputados pelo CampeonatoBrasileiro, com quatro empates (todos por 1 a 1), uma vitória e três derrotas. O treinador começou seu trabalho no time catarinense em 11 de julho, um dia depois de ter sido demitido do Internacional.

Ao reassumir o Figueirense, neste ano, seu objetivo era tirar o time das últimas colocações. Mas, após as oito partidas disputadas, deixa a equipe em 18º lugar, com 21 pontos, a dois do Cruzeiro, a primeira equipe situada fora da zona de rebaixamento. Além disso, o Figueirense foi eliminado na terceira fase da Copa do Brasil, sob o comando de Argel.

Vale lembrar, porém, que o Figueirense tem um jogo a menos do que a maioria dos outros clubes no Brasileirão. Isso porque o duelo com o Fluminense, pela 18ª rodada, foi remarcado para 3 de setembro por causa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Toninho Almeida marcou época na Toca

Jornal O Tempo

PUBLICADO EM 19/06/16 - 03h00
Toninho Almeida hoje tem 66 anos. Quando foi jogador do Cruzeiro, assistiu grandes jogos de “camarote”, já que ficava mais no banco de reservas. Mas nem por isso deixa de ser um grande nome a ser lembrado na história do clube. O meio-campista chegou à Toca da Raposa levado pelo conselheiro Aécio Cunha, conterrâneo de Teófilo Otoni, que mudou sua trajetória, já que Toninho iria para o Atlético. Aos 16 anos, já estava no Cruzeiro, e teve sua primeira chance no profissional aos 19, com o técnio Gerson dos Santos.

A torcida gostava de vê-lo em campo. Com visão de jogo, eficiência na marcação, habilidade e só preocupado em jogar futebol e não dar pancada, foram 139 jogos, no período de 1967 a 76. Como jogador da Raposa, Toninho Almeida conheceu Estados Unidos, México, Austrália, Indonésia, Hong Kong. Ele esteve presente nos títulos regionais de 1972 a 75.

Sabia da dificuldade para entrar no time, já que Piazza jogava muito e era da seleção brasileira, o mesmo acontecendo com Zé Carlos. O treinador Yustrich tentou fazer com que Piazza fosse jogar na zaga, como aconteceu na Copa do Mundo de 1970, para que Toninho Almeida fosse efetivado como titular, ao lado de Dirceu Lopes e Tostão. Resultado dessa “audácia” foi a demissão do técnico.

Vários clubes tentaram contratar Toninho Almeida, e Telê Santana tentou levá-lo para o Atlético em 1971. Quando Tostão foi negociado com o Vasco, ele indicou Toninho Almeida e Eduardo Amorim ao clube carioca. Goiás e Coritiba também tiveram interesse, mas o presidente Felício Brandi aumentava o salário para que ele permanecesse.

O ambiente era muito bom. Tanto que Zé Carlos, amigo de fé, fingiu contusão na coxa para que Toninho Almeida renovasse contrato, porque jogando o atleta tinha um valor e na reserva, outro. Depois da renovação do contrato do colega, Zé Carlos voltou logo ao time. Evaldo é seu compadre, Toninho é padrinho de Felipe. Toninho tinha bom relacionamento também com Dirceu Lopes, Raul, Roberto Batata, Piazza, Eduardo Amorim.

Toninho Almeida lembra de um fato curioso da época em que ele jogava. O atacante Baiano, durante uma partida, caiu no gramado e foi atendido pelo médico, que perguntou: “Tá doendo aonde?” Baiano respondeu: “Na boca do estômago”. O médico então falou: “Onde é isso?” Baiano retrucou: “Se o senhor não sabe, eu tô fu...”.

Um dos melhores momentos de Toninho Almeida com a camisa do Cruzeiro foi na vitória de 3 a 1 sobre o Atlético, na estreia de Reinaldo, quando formou o meio campo com Spencer. “Penso que os jogadores que atuam no futebol atual teriam dificuldade em jogar no passado, e quem jogou em 1960/80 jogaria fácil hoje”, diz Toninho Almeida.

O ex-meio-campista foi agraciado com o Troféu Belfort Duarte, prêmio conferido aos atletas com mais de 200 jogos ou dez anos de carreira que nunca foram expulsos. Além do Cruzeiro, ele defendeu Americano de Campos, Vila Nova de Goiás e Sport. No rubro-negro pernambucano, Toninho estava desmotivado e resolveu pendurar as chuteiras, recusando uma transferência para ir jogar na Bélgica. Toninho Almeida escreveu o livro “O Esporte como exemplo”. 


Que fim levou - Toninho Almeida



Antonio Gonzaga Almeida, o Toninho Almeida, ex-meio-campista dos anos 70, nasceu em Teófilo Otoni-MG em 1950, e jogou por Cruzeiro, Vila Nova-GO, Americano de Campos-RJ e Sport Recife. Trabalhou como técnico nas categorias de base e profissional no Cruzeiro Esporte Clube, no Clube Atlético Mineiro, no Vila Nova de Nova Lima, no Mamoré de Patos de Minas, no Nacional de Uberaba e no Ipatinga Esporte Clube. Foi Coordenador-Técnico com Telê Santana na Escola Internacional do América-MG, iniciou curso de Educação Física pela Escola Superior de Educação Física do Estado de Goiás (Esefego).
Toninho Almeida atuou em atividades governamentais como a Copasa, Fundação João Pinheiro, Seplan, Secretaria de Esportes, Lazer e Turismo (SELT), Ministério dos Esportes e em não-governamentais como a Associação Cristã de Moços (ACM). É membro do Conselho de Monitoramento da Violência em Eventos Esportivos e Culturais (Comoveec). Atualmente é vice-presidente do Fórum Nacional de Juventude ? Região Sudeste e exerce o cargo de Superintendente de Esportes e Lazer ? Subsecretaria de Estado de Esportes (Sedese-Secretaria de Desenvolvimento Social e Esportes) de Minas Gerais, em Belo Horizonte.
Na década de 1970, jogavam no meio de campo do Cruzeiro quatro fenômenos do futebol brasileiro: os inesquecíveis Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão. Ambos arrastavam multidões ao Mineirão para ver o futebol de toque rápido e rasteiro que os tornaram ídolos e sinônimos do Cruzeiro. Mas aquele time também teve Toninho Almeida. Um garoto vindo do juvenil com um futebol comparado aos grandes nomes do time e que não foi considerado um reserva, um quebra-galho ou um curinga, mas um "herdeiro?.
Tão valorizado, que era considerado inegociável pela diretoria. Toninho foi um meio-campista que desarmava os adversários sempre na bola, a base da antecipação, sem recorrer às faltas. Não discutia com os árbitros na tentativa de reverter uma decisão. Quanto as pancadas que levava, o revide vinha em forma de drible.
Respectivamente, os três fatores que seguiu em sua carreira: a técnica, a disciplina e o equilíbrio. Isso lhe valeu o prêmio "Belfort Duarte?, que foi concedido, pelo extinto Conselho Nacional de Deporto, aos atletas que nunca foram advertidos com um cartão vermelho. Uma proeza difícil para quem atua no meio-campo, mas não para Toninho, que fazia questão de jogar fácil.
Toninho Almeida escreveu um livro "O Esporte Como Exemplo".
"A minha intenção foi contar sobre a importância da disciplina e falar do Troféu Belfort Duarte", conta Toninho Almeida.