Bryan destaca clima 'muito bom e de alegria' no Cruzeiro e promete: 'Apenas começando'

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017



O início de ano do Cruzeiro não poderia ser melhor. Com três vitórias em três jogos disputados e o melhor início de temporada desde 2009, a equipe celeste vive atmosfera bem diferente daquela dos dois anos anteriores, quando a briga foi para fugir do rebaixamento em meio às incertezas sobre treinador e qualidade do elenco. Utilizado por Mano Menezes no triunfo sobre o Tricordiano, no último domingo, o lateral-esquerdo Bryan comemorou o ambiente na Toca II e mostrou expectativa por títulos em 2017.

“Desde o ano passado, nos últimos jogos, sabíamos que com a permanência do Mano seria diferente. O clube reforçou o grupo e a diretoria. Temos elenco bom, todo muito está alegre. São três jogos e três vitórias e está apenas começando”, disse o lateral, que respondeu respondeu sobre o companheiro mais brincahão do elenco celeste. “É o Sobis, disparado. Chato, amigo, brincalhão (risos). Clima está muito bom”, complementou.

Bryan enfrentará concorrência pesada em 2017, embora o técnico Mano Menezes já tenha indicado que ele será o reserva imediato de Diogo Barbosa, reforço contratado ao Botafogo e titular no início de temporada. Na negociação que confirmou Robinho em definitivo, o Cruzeiro ainda trouxe de volta à Toca da Raposa o lateral-esquerdo Fabrício, que também pode atuar no meio. Edimar completa a lista de concorrentes do setor.

“Tem quatro na posição. Planejamento e empréstimo estou por fora. Estou focado no Cruzeiro. Quero jogar todos os jogos se possível, depende do Mano. Só pode jogar 11, mas ele conta com todos. Questão de empréstimo ninguém pensa nisso. Cada um quer dar seu melhor e mostrando seu melhor ganha espaço”, ressaltou o jogador, que chegou à Toca em maio depois de passagem pelo América. Pelo Cruzeiro foram 16 jogos e duas assistências.

Depois das três vitórias consecutivas em três jogos disputados na temporada, contra Villa Nova, Atlético e Tricordiano, o Cruzeiro se prepara para um jogo especial. Na quinta-feira, às 21h45, a Raposa receberá a Chapecoense no primeiro duelo do adversário desde o trágico acidente aéreo na Colômbia, que vitimou 71 pessoas, entre jogadores, comissão técnica, convidados e jornalistas. A partida é válida pela Primeira Liga.

domingo, 5 de fevereiro de 2017



Em jogo para testes, Ramón Ábila brilha e time reserva do Cruzeiro derrota Tricordiano

Argentino marca dois, um deles irregular, e garante vitória para a Raposa


O Cruzeiro que bateu o Tricordiano por 2 a 1, na tarde deste domingo, no Mineirão, nem de longe foi aquele que criou expectativa no torcedor nas vitórias sobre Villa Nova e Atlético, pelo Estadual e Primeira Liga, respectivamente. Apesar disso, Mano Menezes promoveu as estreias de Kunty Caicedo e Raniel, utilizou a partida para observar algumas peças que pretende aproveitar durante a temporada e conseguiu alcançar a terceira vitória na temporada. Com o triunfo, a Raposa se manteve com 100% de aproveitamento em 2017.

Depois da partida pelo Campeonato Mineiro, o Cruzeiro volta suas atenções para a disputa da Primeira Liga, torneio em que estreou com vitória diante do arquirrival Atlético. Na próxima quinta-feira, dia 9, o time de Mano Menezes recebe a Chapecoense, no Mineirão. Depois de sofrer modificação de data, o jogo está marcado para 21h45. No fim de semana seguinte, o compromisso será mais uma vez pelo Estadual. A Raposa viaja para Juiz de Fora, onde encara o Tupi, dia 11 (sábado), às 17h, no Mário Helênio.
O jogo

Bem diferente dos dois primeiros jogos da temporada, o time reserva do Cruzeiro começou muito mal a partida diante do Tricordiano. Desorganizado e com linhas espaçadas, sem conseguir repetir a qualidade de passe do time titular, só chegou ao gol de Marcão aos 18’, quando Ábila recebeu excelente lançamento de Mayke. O argentino perdeu grande chance. No lance seguinte, porém, se redimiu. Após cruzamento de Rafinha da linha de fundo, o atacante ganhou do zagueiro adversário e abriu o marcador no Mineirão: 1 a 0.

Apesar de sofrer o gol e sair atrás do marcador, o Tricordiano não mudou a estratégia e seguiu muito recuado, sem correr grandes riscos no setor de ataque e abrindo mão da posse de bola – apenas 40% na etapa inicial. Encontrando muita dificuldade para penetrar na defesa adversária, sem dinâmica e em jogo burocrático, o Cruzeiro abusou dos lançamentos longos, principalmente com o estreante Kunty Caicedo, responsável por pelo menos duas tentativas frustradas.

A conversa com Mano Menezes e os 15 minutos de intervalo fizeram bem ao Cruzeiro, que voltou para a segunda etapa mais bem postado em campo. Se aproveitando de um Tricordiano que buscava o gol adversário pela primeira vez, o time celeste criou boas oportunidades aos 4’, em falta cobrada pelo jovem Raniel, e aos 6’, quando o mesmo meio-campista finalizou de primeira, após passe de Rafinha, para defesa de Marcão.

Se por um lado o ataque do Cruzeiro ganhava mais espaço para criar, por outro a defesa precisou começar a trabalhar. Aos 26’, após falha de Leo, Vieira encontrou Gilberto Carreira entrando na área livre de marcação e deu bonita assistência para o companheiro igualar o placar no Mineirão: 1 a 1. Sobrou para o argentino Ramón Ábila resolver para o Cruzeiro e evitar o empate. Aos 41’, o atacante aproveitou finalização de Bryan, dominou e, em posição de impedimento, tocou por cima de Marcão, marcando seu segundo gol na partida e decidindo a terceira vitória celeste em 2017: 2 a 1.        

CRUZEIRO 2 X 1 TRICORDIANO

Cruzeiro
Rafael; Mayke, Leo, Kunty Caicedo e Bryan; Hudson (Alisson) e Lucas Romero; Rafinha, Raniel (Robinho) e Elber (Arrascaeta); Ramón Ábila. Técnico: Mano Menezes

Tricordiano
Marcão; Marcelo, Wescley, Augusto e Renan; Rodrigo Paulista, Leo Cordeiro, Leo Bartholo e Dinelson (Gilberto Carrara); Luiz Felipe e Rodriguinho (Vieira). Técnico: Edinho.

Gols: Ramón Ábila (19’1ºT e 41’2ºT), Gilberto Carrara (27’2ºT)
Cartões amarelos: Luiz Felipe (Tricordiano); Robinho (Cruzeiro)

Público pagante: 4.612
Público presente: 7.145
Renda: R$108.204,00

Motivo: segunda rodada do Campeonato Mineiro
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data e hora: 5 de fevereiro de 2017 (domingo), às 17h
Árbitro: Antônio Márcio Teixeira da Silva (CBF)
Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (CBF) e Helen Aparecida Gonçalves (Asp. Fifa)

Bruno Rodrigo se declara ao Cruzeiro, relembra Santos e fala sobre Atlético

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017




Bruno Rodrigo encerrou, em dezembro passado, uma passagem de quatro anos pelo Cruzeiro. Na despedida do clube, a emoção tomou conta. O choro na beira do gramado do Mineirão ficou marcado. Em tom de saudosismo, o defensor concedeu entrevista exclusiva ao UOL Esporte e assegurou que o Campeonato Brasileiro 2014 foi o título mais importante do currículo, que conta inclusive com uma edição de Libertadores pelo Santos, em 2011.
"Eu acho que, para mim, o Campeonato Brasileiro (foi o mais gostoso de ganhar). A Libertadores é mais importante, mas principalmente o bicampeonato brasileiro. Vencer um ano e, depois, ganhar esse título em outro ano. Todos querem bater o campeão, o líder", afirmou à reportagem.
Em pouco mais de 30 minutos de entrevista, o zagueiro que está sem clube falou sobre o desejo de encontrar um time competitivo para a atual temporada e não descartou uma mudança para o Atlético-MG, clube que iniciou conversas com seus empresários em dezembro passado. Confira o bate-papo na íntegra:
Existe a possibilidade de trocar o Cruzeiro pelo Atlético-MG? Foi procurado pelo Botafogo?
Não sei se chegou algo do Atlético, li também só pela internet. Às vezes, um amigo ou outro enviava uma matéria. Mas é um assunto que nunca pensei porque jogava no Cruzeiro. Enquanto não definir nada, vou estudando e pescando aqui. Também não ouvi falar nada (do Botafogo) e o Bruno também não me passou. Na nossa profissão, a gente respeita todos os times. Se houver interesse, a gente fica feliz. Se tiver uma negociação, vamos avaliar para ver os clubes e fazer nosso papel. Todos os times têm a sua história. Todos merecem respeito e dedicação dos jogadores que estão lá.
O que procura para 2017?
Existe alguma coisa, a gente está estudando junto com o Bruno (Paiva), meu empresário. Vamos estudar onde vamos morar, é importante ver com a minha família. A gente está avaliando para tomar a melhor decisão e que tenha um ano bom, com muita saúde. Espero ajudar o clube que eu defender com bons jogos e títulos.
Você se emocionou na sua despedida. O que sentiu?
A emoção foi boa. Querendo ou não, quatro anos em um clube da grandeza do Cruzeiro. A gente fica emocionado por poder fazer parte da história com títulos. Conquistamos um Campeonato Mineiro, dois Brasileiros. Poderíamos ganhar mais, mas detalhes atrapalham. Feliz também por estar na história do Cruzeiro como terceiro maior zagueiro-artilheiro da história do Cruzeiro, juntamente do Darci (Menezes). Fico feliz por alcançar esta marca e pelos amigos que alcancei aqui também, como Willian, Rafael e Dedé. Eu tinha o carinho de todos também, respeitava todos. Havia uma amizade verdadeira com muitos atletas. A gente fica triste, mas a amizade segue. A gente segue se falando sempre que possível. Fica minha torcida por eles.
Houve algo marcante na passagem por Belo Horizonte?
Eu sou bem discreto nas coisas que faço. Não gosto de ficar aparecendo muito, mas a torcida sempre me apoiou e me deu forças para que pudesse continuar lutando. Não tem nada marcante. Sempre procurei me dedicar ao máximo para que pudesse fazer aparecer o nome do Cruzeiro.
Você deixou o Santos que acabara de ser campeão da Libertadores para mudar para o Cruzeiro. Por que optou por essa troca?
A gente sempre pensa no melhor possível. Quando eu saí do Santos, estava bem tranquilo. Eu deixei o Santos jogando. Quando apareceu o Cruzeiro, meu empresário conversou comigo e a gente achou bem bacana. Era uma incerteza, mas a gente se conhece, sempre convive com os jogos. Então, a gente sabia que havia muita gente com muito potencial. Acreditava muito que poderia se dar bem, não tão rápido quanto foi, mas tinha potencial para brigar por títulos. Já no primeiro ano a gente foi campeão brasileiro. Acho que vi muito potencial quando cheguei ao Cruzeiro, por todas as peças que chegaram. Dava para ver o que o clube almejava.
Qual time era melhor: Santos de 2011 ou o Cruzeiro 2013/2014?
Eram dois times sensacionais. O Santos era uma excelente equipe. Quando estava lá, conquistamos muitos títulos. Vencemos Paulista, Copa do Brasil, Libertadores, vice do Mundial e Recopa Sul-Americana. Eram dois times muito bons. O Cruzeiro não devia em nada, foi bicampeão brasileiro, vice da Copa do Brasil. Era um dos melhores. Não dá para comparar.
O que houve naquela derrota para o Barcelona na final do Mundial?
Era questão de posicionamento, a pressão que os caras faziam no campo de ataque. Quando a gente pegava a bola, parecia que tinha três jogadores do Barcelona marcando. Infelizmente, saímos derrotados, não deu para levar o título, mas foi uma experiência formidável. Mostrou que a gente precisava melhorar para chegar a um nível próximo do Barcelona. Eu penso comigo direto que poderia ter uma outra oportunidade de disputar o Mundial. É muito difícil chegar até lá, mas vamos tentar.
Você foi apelidado de Cabeça de Míssil no Cruzeiro. Gostava?
Sinceramente, não ligava. É brincadeira do Dedé. Ele coloca apelido em todo mundo. Não pode ver uma coisa que ele coloca o apelido. É um amigo que tenho no Cruzeiro. É um cara que é muito diferente. Ele tem todo o meu respeito. A gente sempre procurava estar junto, na Toca (da Raposa). Nesse período que ele ficou no departamento médico, procurei ficar com ele, porque passei por isso também, quando estava no Santos. O cara, às vezes, pode se sentir isolado e eu procurava estar lá ajudando. É um amigo que vou levar para o resto da minha vida e vou procurar vê-lo sempre. É um grande amigo meu, a gente pescava muito junto. Ensinei a ele um pouquinho da pescaria. Não só ele, mas Manoel, Rafael e o próprio Willian, que concentrava comigo no Cruzeiro.
O que você faz no tempo livre?
Eu gosto de pescar bastante e ficar com a família, com os filhos brincando. A presença do pai, principalmente da gente que tem pouco tempo livre, passa o final de semana sempre concentrado e viajando. Procuro passar bastante com eles para que não sintam tanta falta. O meu passatempo é ficar com eles. Quando eu consigo um alvará, vou pescar (risos).

Após quatro anos e o bi brasileiro, Bruno Rodrigo deixa o Cruzeiro e é homenageado no Mineirão

domingo, 11 de dezembro de 2016


É oficial: Bruno Rodrigo não renovará contrato com o Cruzeiro. Após quatro temporadas com a camisa celeste, o zagueiro se despede do clube na partida deste domingo contra o Corinthians. No Mineirão, ele foi homenageado com um vídeo transmitido pelos telões do estádio.

“Nos nossos últimos quatro anos, Bruno Rodrigo esteve ao lado do Maior de Minas. Conquistou dois títulos Brasileiros e um Campeonato Mineiro. Hoje, o Cruzeiro se despede de um grande profissional. Queremos agradecer a você, Bruno, toda dedicação ao nosso clube. Muito obrigado, Guerreiro”, dizia a mensagem vista por torcedores momentos antes do início do jogo válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

Durante a passagem pelo Cruzeiro, Bruno Rodrigo disputou 166 jogos e marcou 17 gols. A marca o fez o terceiro zagueiro que mais vezes balançou as redes na história do clube ao lado de Darci Menezes. Apenas Geraldão e Cris, com 30 e 25 gols, respectivamente, marcaram mais vezes.

Além das conquistas individuais, o defensor conquistou os títulos de 2013 e 2014 do Campeonato Brasileiro e o Mineiro de 2014.

Contra o Corinthians, Bruno Rodrigo começa no banco de reservas. A dupla titular de zaga é formada por Leo e Manoel.

Para o lugar do experiente defensor, o Cruzeiro anunciará a contratação de Luis Caicedo, do Independiente Del Valle, do Equador.

Com grande atuação de Robinho, Cruzeiro bate Corinthians em jogo de cinco gols no Mineirão



A tarde deste domingo no Mineirão foi de tributos à Chapecoense e de um Cruzeiro x Corinthians cheio de reviravoltas. A despedida do clube celeste de um 2016 melancólico e de briga contra o Z4 foi, no mínimo, emocionante. Após ficar atrás do marcador em duas oportunidades, o time da casa transformou o domínio em gols, virou contra a equipe paulista e conquistou a vitória por 3 a 2.

Com assistências para Arrascaeta e Ezequiel e um belíssimo gol, Robinho foi o destaque da partida, válida pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Guilherme e Marlone marcaram para o Corinthians.

Com o resultado, o Cruzeiro garante classificação para a Copa Sul-Americana em 2017. A equipe celeste terminou a competição com 51 pontos, na 12º posição. Já o Corinthians não conseguiu alcançar o objetivo de conquistar uma vaga na Libertadores. O time paulista ficou no 7º lugar, com 55 pontos.
Mesmo sem poder contar com a presença do suspenso Mano Menezes, o Cruzeiro tomou as rédeas do jogo já no início. Logo a 20 segundos, o “falso 9” Rafael Sobis recebeu lançamento e tocou de cabeça para defesa tranquila de Walter. Seja com a bola no chão, seja com bolas longas, a equipe celeste era mais perigosa. Robinho, Arrascaeta e Alisson chegavam com facilidade à área rival. Aos 7min, Arrascaeta completou de cabeça outro passe longo. Gol do Cruzeiro, anulado por polêmico impedimento do uruguaio.

Apesar do bom início cruzeirense, foi o Corinthians que abriu o placar. Após cobrança de escanteio, Rodriguinho desviou no primeiro pau e deixou na medida para Guilherme, ex-Cruzeiro, completar para o gol aos 8 minutos. 1 a 0. O gol colocava o Corinthians na Libertadores.

O ímpeto celeste parecia contido. O Corinthians, que pouco ficava com a bola, tentava equilibrar a partida. Mas as melhores chances ainda eram da equipe da casa: de longe, Rafael Sobis chutou e acertou o travessão. O atacante, inclusive, era o jogador mais incisivo da partida. À vontade na nova função de centroavante, o camisa 7 levava vantagem contra a zaga rival.

E, após tanto insistir, o Cruzeiro conseguiu empatar. Alisson fez jogada individual e tocou para Sobis. O camisa 7 ajeitou para Robinho, que encontrou Arrascaeta livre na direita. O uruguaio bateu firme, por entre as pernas de Walter, para empatar aos 23 minutos. 1 a 1. Na comemoração, o meia mostrou a inscrição “#ForçaChape” na camisa celeste.

Combativo, o Cruzeiro conseguia recuperar a bola e chegar rapidamente à área rival. O duelo era concentrado entre os jogadores de meio. Marlone, Guilherme e Romero tentavam criar para o Corinthians, mas não conseguiam avançar entre as linhas rivais. O volume de jogo do Cruzeiro era bem superior. A equipe chegava em bloco e contava com atuação consistente do quarteto ofensivo. Faltava, no entanto, melhorar a pontaria.

Segundo tempo de reviravoltas


Oswaldo de Oliveira colocou Guilherme Arana e Giovanni Augusto nos lugares de Camacho e Romero no intervalo. A intenção era dar mais intensidade ao Corinthians. E funcionou. A equipe alvinegra teve mais a bola no início da segunda etapa e conseguiu criar boas oportunidades. Mas, apesar de ter menos posse, o Cruzeiro levava perigo à meta adversária. 

Só que o Corinthians era melhor. Fagner comandou uma bela trama pelo lado esquerdo da defesa celeste numa jogada de triangulação. O lateral recebeu passe na área e cruzou na cabeça de Marlone: sem chances para Rafael. 2 a 1 aos 8min.

Mas o Cruzeiro precisou de pouco tempo para igualar novamente o marcador. Sozinho na intermediária, Robinho deu belo lançamento para Ezequiel. O lateral pegou em cheio, de primeira, para marcar o primeiro gol dele com a camisa celeste. 2 a 2 e jogo movimentado no Mineirão.

E, dois minutos depois, outro belo tento do Cruzeiro. Num contra-ataque “de manual”, Alisson encontrou Robinho livre, novamente pelo lado direito. O meio-campista fintou um rival e mostrou frieza para bater de esquerda: 3 a 2. Lance para coroar a atuação dele, que já havia distribuído duas assistências.

Os minutos seguintes foram de um Cruzeiro seguro. O Corinthians tentava manter a posse e ameaçar a meta rival, mas não conseguia. Apesar de ter maior domínio e trocar mais passes, a equipe alvinegra esbarrava na boa marcação celeste. 

O fim de jogo foi de mais tentativa alvinegra e tranquilidade celeste. Rafinha, Willian e Marcos Vinícius entraram no jogo, mas pouco tiveram tempo para criar. Fim de jogo e despedida com vitória do Cruzeiro.

CRUZEIRO X CORINTHIANS


CRUZEIRO
Rafael; Ezequiel, Léo, Manoel e Edimar; Henrique e Ariel Cabral; Robinho, Arrascaeta (Willian) e Alisson (Rafinha); Rafael Sobis (Marcos Vinícius).
Técnico: Sidnei Lobo

CORINTHIANS
Walter, Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel (Léo Jabá); Cristian; Romero (Giovanni Augusto), Camacho (Guilherme Arana), Rodriguinho e Marlone; Guilherme.
Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Gols: Arrascaeta, aos 23min do 1ºT (CRU); Guilherme, aos 8min do 1ºT (COR)
Cartões amarelos: Edimar, aos 19min do 1ºT. Ezequiel, aos 17min do 2ºT (CRU); Vilson, aos 35min do 1ºT. Balbuena, aos 20min, Guilherme, aos 34min e Guilherme Arana, aos 43min do 2ºT (COR)
Motivo: 38ª rodada do Campeonato Brasileiro
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte
Data: domingo, 11 de dezembro de 2016
Árbitro: Wagner Reway - MT (ASP-FIFA)                            
Assistentes: Fábio Rodrigo Rubinho - MT (ASP-FIFA) e Leandro dos Santos Rubedo - MS (ASP-FIFA)
Público pagante: 13.569
Público presente: 16.074
Renda: R$ 381.687,00

Rafael lembra ex-companheiro Ananias e demais jogadores da Chape

sábado, 3 de dezembro de 2016


O clima de tristeza é muito grande na Toca da Raposa II. Jogadores, comissão técnica e funcionários do Cruzeiro, além dos jornalistas que cobrem o dia a dia do clube, ainda estão muito abatidos pelo acidente com o avião da Chapecoense, na Colômbia. O goleiro Rafael concedeu entrevista coletiva, na tarde desta sexta-feira, no centro de treinamento cruzeirense, e falou sobre o momento de dor que todos os jogadores estão vivendo. Rafael lembrou especialmente do atacante Ananias, que jogou no Cruzeiro em 2013.
- É um momento muito triste em que o nosso futebol e o nosso país estão de luto. Uma fatalidade como esta afeta todos nós. Tive a oportunidade de jogar com o Ananias, conheci ele e a família. Conheci todos. Os profissionais de imprensa também. Não tem como não falar dessa fatalidade. Afeta todos nós. Vocês da imprensa também. Uma fatalidade tão próxima. Dá pra ver no dia a dia como está o clima, o ambiente está diferente. Tudo nos faz lembrar. Eu saio daqui e fico ligado na TV vendo as notícias, rezando muito pelas famílias que perderam os entes e pelos sobreviventes que estão nesta luta pela vida. É difícil falar, mas é algo que a gente tem vivido 24 horas por dia.
Para Rafael, o melhor a fazer neste momento é rezar para os mortos, para suas famílias e também para os sobreviventes. 
- É difícil falar. Eu fiquei muito triste, chorei muito. Não só pelo Ananias que foi um companheiro, mas por todos. Foi uma perda muito grande. Nós que trabalhamos com isso ficamos muito emocionados e choramos muito. O Brasil inteiro tem mandado forças. Foi um duro golpe, mas eles não estão sozinhos. Estamos juntos em oração. Vamos fazer tudo para honrar o time da Chapecoense e as famílias. Nunca vamos esquecer. Cada um deles vai estar sempre nas minhas orações.
Rafael afirma que o Cruzeiro vai entrar em campo, no último jogo do Brasileirão, marcado para o dia 11, no Mineirão, contra o Corinthians, com toda a dignidade, até mesmo como uma homenagem à Chapecoense.

- Eu acho que já está sendo difícil a retomada dos trabalhos. Ontem foi um dia difícil, naquela oração. Devagarzinho vamos retomando as atividades porque somos profissionais e temos compromissos. Vamos continuar trabalhando, mas carregando no coração mais pessoas. Tenho certeza que vamos fazer o possível para lembrar dos momentos felizes que todos estes jogadores tiveram dentro de campo. Os jornalistas também. A maior homenagem é carrega-los juntos de nós. Tivemos perdas muito grandes. Vamos sempre lembrar com muito carinho. Temos que reunir forças para ter esta semana de trabalho e jogar. Como somos profissionais temos que cumprir nossa obrigação, fazer o último jogo com a maior dignidade possível. É assim que temos que continuar.

Mãe do atacante Ananias se revolta: "Foi por causa do dinheiro?"




Pela primeira vez após a morte do filho, o atacante Ananias, uma das 71 vítimas do acidente envolvendo o voo da Chapecoense, Rosa Lia falou com a imprensa. No dia da tragédia, a mãe do jogador foi hospitalizada duas vezes e, recuperada, não esconde a indignação com a possibilidade de o acidente ter ocorrido por causa da falta de combustível.
- Eu acho um absurdo como pôde perder tantas vidas com um erro desse. Eu digo: 'O que foi? Foi dinheiro que falou para esse cara botar combustível nesse avião?' Foi por isso? Foi por isso que se foram tantas vidas? Uma vida humana não tem preço. Uma dor que estou sentindo no coração, não tem dinheiro que apague. Assim como todas as outras mães. Como a gente pode viver? Foi por causa de dinheiro? - questiona indignada.
- Ananias era um filho excelente. Um excelente marido, um excelente pai, excelente ser humano. Muito solidário, caridoso e ajudava a família desde sempre. Meu filho quem me sustentava. Meu filho quem pagava minhas contas - disse Rosa Lia.
Assim como restante da família, Rosa Lia se prepara para viajar para Chapecó, onde acompanharão o velório coletivo das 71 vítimas. A cerimônia será realizada na Arena Condá e Ananias será enterrado em Salvador, onde o atacante vivia desde os 12 anos e se casou com a baiana Bárbara Monteiro, com quem tem um filho, chamado Enzo, de cinco anos