Bento reconhece superioridade do Vitória sobre o Cruzeiro e cita dificuldade em anular

segunda-feira, 4 de julho de 2016


Sem vencer pela quinta vez em seis jogos como mandante no Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro frustrou os mais de 43 mil pagantes que estiveram na manhã deste domingo, no Mineirão, e acompanharam o empate por 2 a 2 com o Vitória. O clube celeste chegou a abrir 2 a 0, porém cedeu a igualdade já nos minutos finais do segundo tempo. Ao analisar o desempenho da equipe, o técnico Paulo Bento reconheceu a força do time adversário, que, segundo ele, poderia até conquistado os três pontos no duelo válido pela 13ª rodada da competição.

“Quero felicitar o adversário, que foi melhor que nós durante os 90 minutos. Melhor com 11 e soube se adaptar quando esteve com 10 para procurar o melhor resultado. Acabou por conseguir a igualdade. Devemos felicitar o Vitória por aquilo que fez e pelas oportunidades que criou mesmo quando estávamos a ganhar”, afirmou o treinador, em entrevista coletiva depois da partida.

O Cruzeiro, que abriu o placar no primeiro tempo com o meia Alisson, encontrou “conforto” na etapa final graças à expulsão de Ramon, zagueiro do Vitória, logo aos 2min. Pouco depois, De Arrascaeta ampliou a vantagem para 2 a 0. Só que o rubro-negro baiano, mesmo em desvantagem no número de jogadores, batalhou para conquistar um ponto e encontrou no meia Marinho a grande solução. O camisa 7 sofreu a penalidade convertida por Diego Renan, aos 18min, e participou do lance do gol de Vander, aos 37min. A dificuldade em anular Marinho foi citada por Paulo Bento.

“Não creio que, no ponto de vista defensivo, tivéssemos eficácia boa. Permitimos viradas, situações de um contra um de frente com Marinho. Nos duelos individuais tivemos dificuldades. Quando se comete erros, nos pontos de vista organizacional e individual, fica mais complicado. O adversário foi melhor em 90 menos. Podemos nos dar por satisfeitos pelo resultado, pois se houvesse um vencedor, seria o Vitória”.

Bento continuou suas observações sobre Marinho, responsável por driblar por muitas vezes o lateral-esquerdo Bryan, o zagueiro Bruno Viana e o meia Allano. Segundo o português, houve falha de comunicação entre a comissão técnica e o grupo. “Ou transmiti mal a estratégia ou os jogadores entenderam mal. O fato de Marinho receber a bola muitas vezes e permitir situações de um contra um com pouca ajuda foi uma dificuldade que tivemos. Depois temos que pensar qual foi a origem da bola. Temos que corrigir de forma mais analítica, com maior insistência. A eficácia foi baixa”.

Marinho, que jogou pelo Cruzeiro em 2015 (marcou apenas um gol em 12 partidas), é o principal destaque do Vitória na temporada. Ele já anotou 11 gols em 20 apresentações. Recentemente, o clube celeste negociou 20% dos direitos econômicos do meia-atacante para a equipe nordestina.

Na 14ª posição do Brasileiro, com 15 pontos, o clube celeste reencontrará o Vitória na próxima quarta-feira, às 21h45, no Barradão, em Salvador. O confronto valerá pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Apenas na segunda-feira, dia 11 de julho, que a equipe voltará a atuar pela Série A: contra o Atlético-PR, às 20h, no Mineirão.


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