Maior campeão pelo Cruzeiro, Ricardinho define título de 1996: 'Um dos mais especiais'

sábado, 18 de junho de 2016

O ex-volante Ricardinho é o jogador que mais conquistou títulos com a camisa do Cruzeiro. Foram 15 ao todo, contra 14 de Marcelo Ramos e 13 de Piazza. Mas, nessa extensa relação de canecos levantados, ele coloca a Copa do Brasil de 1996, sobre o Palmeiras, atrás apenas de um feito continental. “É um dos títulos mais especiais da minha carreira. Briga só com o da Libertadores (risos)”. 

A frase dita por Ricardinho, em entrevista ao Superesportes, dá mostras da importância do título daquela Copa doBrasil, que completa 20 anos neste domingo, 19 de junho. 

Em atuação inspirada de todos, o Cruzeiro venceu o Palmeiras por 2 a 1 em jogo épico no antigo estádio Parque Antarctica. Para o “mosquitinho azul”, que contou à reportagem detalhes da preparação para o torneio e exaltou a união daquele grupo, o troféu foi ainda mais especial por ter sido sua primeira conquista em nível nacional.

Veja a entrevista de Ricardinho ao Superesportes:

O que lembra daquele campeonato?

Eu lembro que, pra mim, foi muito especial. Foi meu primeiro ano como titular do Cruzeiro e a gente tinha conseguido ganhar o Campeonato Mineiro. A conquista da Copa do Brasil veio em seguida, um título nacional, muito mais expressivo. Foi mais expressivo ainda pelos adversários que cruzamos ao longo da campanha, Flamengo, Corinthians. E o Palmeiras, na final, que tinha uma equipe muito forte. Aquilo foi muito especial. É um dos títulos mais especiais da minha carreira. Briga com a Libertadores para saber qual foi o maior (risos).

Comemoração

O título ganhou esse status importante na minha vida também pela comemoração. Foi uma coisa de louco. Lembro que chegamos a Belo Horizonte no carro de bombeiros, cruzamos o centro, a cidade toda. Foi impressionante, é uma coisa que não acontece da mesma forma há muito tempo aqui em Belo Horizonte.

Peso do título

Foi enorme. O Palmeiras era o favorito, mas a gente tinha um time muito bom, técnico, um time de alguns jogadores já campeões e experientes, que reunia raça e técnica. Me lembro daquele último jogo, contra o Palmeiras, quando saímos atrás do placar. Jogadores como Nonato falavam no vestiário: ‘Se perder a bola muito rápido, vamos tomar pressão e vai dificultar. Vamos manter o ritmo independentemente de levar um gol”. E foi isso que aconteceu, tomamos o gol no início, uma pressão, o Dida estava iluminado naquela noite. Mas mantivemos a cabeça no lugar e fizemos o que deveríamos ter feito. A vitória não foi uma coincidência. Sabíamos o que tínhamos que fazer. 

Temor ao Palmeiras

Com certeza. A gente foi para vencer nos dois jogos, mas, como o Palmeiras era muito badalado, um time com vários jogadores muito qualificados, você fica com receio, principalmente no último jogo. O Vanderlei (técnico do Palmeiras naquela ocasião) estava bastante em evidência, também. Chegamos em São Paulo, no estádio, todo mundo gritando campeão. Você fica com medo, claro. 

Diferencial na conquista

A gente tinha um treinador muito bom, que era o Levir Culpi. Foi fundamental para a nossa campanha. Foi um cara especial, sem dúvidas. Todos os jogadores devem falar sobre isso, ele aprimorava parte técnica, exigia a bola no chão, os dois toques rápidos no meio, e o grupo entendeu. Ele sabia unir bastante, também. A união foi fundamental para a conquista.

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